Cérebro de idosos é mais suscetível a golpes por conta de região debilitada

Notícias sobre idosos que caíram em golpes conhecidos, como o falso bilhete de loteria premiado, são cada vez mais comuns. No Brasil não há estatísticas, mas nos Estados Unidos, estima-se que pessoas com mais de 60 anos tenham perdido US$ 2,9 bilhões somente em 2010, devido a fraudes que vão de pequenas trapaças a complexos desvios financeiros. Depois de ver o próprio pai e a tia serem enganados por desconhecidos, a neuropsicóloga Shelley E. Taylor, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), resolveu investigar por que os idosos são o alvo mais fácil dos bandidos. Os resultados foram publicados na revista da Academia Nacional de Ciência dos EUA. O problema não tem a ver com inteligência, mas com uma área do cérebro envolvida com o julgamento. Em idosos, ela é pouco ou nada ativada diante de rostos que não inspiram confiança. "Julgamentos afetivos ou que envolvam a confiança são processados nas regiões límbicas, que incluem a ínsula anterior. Fizemos dois estudos para ver se o fato de os idosos serem mais vulneráveis que os jovens está relacionado a uma alteração nos padrões de ativação dessas regiões neurais e constatamos que isso é verdade", relata Taylor. Para descartar diferenças cognitivas, todos os participantes, independentemente da faixa etária, tinham nível de escolaridade semelhante.

Ausência do pâncreas não complica o diabetes

Quando induzido pela remoção total do pâncreas (TP, pela sigla em inglês), o diabetes melito - doença metabólica na qual os níveis de glicose no sangue aumentam anormalmente -, é considerado de difícil controle. Isso porque, nesse caso, o distúrbio é consequência da ausência justamente da glândula responsável pelo sistema digestivo e endócrino do ser humano. Um estudo publicado na edição online do periódico científico HPB Surgery pode ter a solução para esse problema. Pesquisadores da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, descobriram que é possível controlar a taxa de açúcar no organismo mesmo sem o pâncreas. A noção de que é difícil fazer um controle glicêmico vem do fato de que, quando o pâncreas é totalmente removido, o corpo fica dependente de fontes externas de insulina. "Tradicionalmente, isso requer um monitoramento intensivo e dosagem desse hormônio", afirma Michael Wallace, principal autor do estudo. A TP é indicada em casos de neoplasia mucosa papilar intraductal - um tipo de tumor que cresce dentro dos canais pancreáticos e é caracterizado pela produção de um fluido firme originado de células cancerígenas. "É uma condição pré-cancerígena. Ela existe geralmente em duas formas: na doença do canal e do ramo lateral. Quando afeta o canal, apresenta maior preocupação e requer, na maioria das vezes, a remoção do pâncreas como tratamento", explica Wallace.

Pesquisadores descobrem mecanismo que leva pessoas a exagerarem no álcool

A partir de três experimentos, uma equipe de psiquiatras e geneticistas da Universidade de King´s College de Londres, no Reino Unido, identificou o mecanismo que faz com que portadores de uma variação do gene RASGRF2 tenham mais tendência para o consumo exagerado de bebidas alcoólicas. O gene ligado ao alto consumo de álcool já havia sido identificado por cientistas, mas o processo que faz com que a informação genética se expresse e leve a um determinado comportamento ainda era um mistério. De acordo com os resultados, o RASGRF2 atua diretamente na liberação pelo cérebro da dopamina, um neurotransmissor estimulante que passa ao corpo as sensações de prazer, de gratificação e de recompensa, e que normalmente é produzida durante situações agradáveis ao indivíduo. Quando liberada, os efeitos são percebidos com o aumento da pressão e da oxigenação do sangue, além de batimentos cardíacos mais acelerados. Tudo isso para que pensamentos e ações ligadas à alegria, à satisfação e ao entusiasmo possam ser percebidos e vivenciados.

O futuro? A eles pertence

Já não somos mais assim tão jovens. Se as contas dos especialistas estiverem certas, em poucas décadas os idosos serão maioria. Nos últimos anos, o país absorveu avanços importantes da medicina e os casais passaram a optar por uma prole menor. O resultado ficou estampado na nossa pirâmide demográfica: os jovens diminuíram em proporção e o número de idosos mais que dobrou entre 1960 e 2010, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Hoje, são 20 milhões de pessoas com mais de 60 anos, o equivalente a 10% da população. Em 2050, serão 64 milhões, oficialmente a maioria: 29,7% do total, taxa próxima à do país com a maior parcela de idosos do mundo atualmente, o Japão. O Brasil está, sim, caminhando rumo à velhice. Mas será que os nossos velhos - têm ou terão - a qualidade de vida que merecem? Se a expectativa de vida, que hoje, é de 73,2 anos aumentar, estaremos preparados? Especialistas acreditam que o Brasil poderia estar olhando com lupa a experiência de vida de outros países, que já viveram essa transição de uma população mais jovem para uma mais velha, para garantir que as respostas a essas perguntas sejam positivas. "Mas a verdade é que ninguém ainda superou essa transição", avalia o demógrafo Kaizô Iwakami Beltrão, professor e pesquisador da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV). "Existem algumas medidas, como aumentar o tempo de contribuição das pessoas para que o impacto na Previdência seja menor, mas elas também não são permanentes. O fato é que o Brasil já deveria ter começado a agir. Quanto mais tarde se tomarem medidas, pior", avisa. Se o país não analisa o cenário com a profundidade necessária, há quem o faça. Os próprios idosos insistem em fazer seu dia a dia melhor. Aqui, no Distrito Federal, 197.613 pessoas ultrapassaram a barreira da chamada terceira idade. Mais de 15% delas são chefes de família e quase 30% estão ativas e ocupadas, segundo dados da Companhia de Planejamento do Distrito Federal e da Secretaria Especial do Idoso do Distrito Federal. Outros entregaram-se a hobbies, viagens e à convivência com família e amigos para ter uma rotina mais prazerosa, mesmo que tenham lidado com o sofrimento em diversos momentos da vida. Gente como dona Lozinha, Joana, João e Inauri, exemplos que destacamos hoje. Pé de valsa Para João Gonçalves, 73 anos, a graça da vida está em dançar. Funcionário público aposentado, sempre gostou muito de ir a bailes. E, há nove anos, resolveu começar a frequentar aulas de dança, de segunda a sábado. "Só folgo aos domingos. Eleva o ego da pessoa, é só alegria, a gente se sente bem demais. Dança é tudo", afirma. João faz aulas de samba de gafieira, forró, soltinho, bolero e zouk, apesar de não se entender muito bem com a última modalidade. Não por falta de treino, só acredita que não leva jeito pra dança sensual. A família tem grande influência no balanço do corpo de seu João. Os quatro filhos e quatro netos dão o maior apoio às noites dançantes do chefe da família. A mulher, dona Geralda, de 71 anos, não tem condições físicas para acompanhar a dança, mas não reclama das saídas do marido. "Ela não tem ciúme não", garante. Se as aulas de dança não fossem à noite, seu João iria caminhando. A saúde está perfeita e a disposição também. Por conta do perigo de andar no escuro, vai dirigindo seu carro. Em noites de baile, sacoleja na pista até as três da manhã. Para não perder as aulas, evita até viajar. A dança mudou sua vida. "Eu tinha problemas no coração, câncer de próstata e um problema na perna, que a deixou dura, quase não conseguia dobrar. O médico recomendou que eu fizesse dança ou natação, e eu achei que ninguém ia querer dançar comigo, com a perna dura. Mas no primeiro dia de aula, uma moça me convenceu, deixei a vergonha de lado e, hoje, danço até frevo!", lembra. A perna está recuperada. "Não consigo pensar no dia em que terei de parar. Não sou ninguém sem a dança. Foi por causa dela que fiz muitas amizades e melhorei minha saúde. Quando eu estou dançando, não me sinto um senhor de 73 anos. Me sinto um jovem." Mudança brusca Segundo dados de 2009 do National Institutes of Health, um instituto ligado ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos do Estados Unidos, enquanto a França, por exemplo, levou mais de um século para aumentar sua população com mais de 65 anos de 7% para 14%, o mesmo crescimento deverá levar algo em torno de duas décadas no Brasil, entre 2011 e 2031. A Austrália levou 73 anos, e os EUA, 69 anos até 2013, quando devem finalmente chegar aos 14% de idosos. Na prática, isso significa que o tempo de pensar em soluções e medidas que garantam qualidade de vida e sustentem os sistemas de saúde e Previdência - que serão mais requisitados - para essa nova leva de pessoas é escasso. "Estamos vivendo hoje uma situação bomba-relógio. Ainda dá tempo? Dá. Mas já é complicado. O governo precisa ter uma discussão menos ideológica da coisa e olhar para os números. Se começarmos a fazer hoje, talvez a gente ainda consiga se preparar", pondera o economista Gilberto Braga, professor da Ibmec.

Classe C já poupa para a aposentadoria

Um estudo divulgado em agosto pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República calcula em 35 milhões o número de pessoas que ascenderam das camadas mais pobres da sociedade na última década e que hoje fazem parte de lares cuja renda mensal de cada integrante varia de R$ 291 a R$ 1.019. Apesar de divergir de outros institutos - em relação aos valores e à própria definição do que é essa classe emergente - a pesquisa mostra que a nova classe média já soma 104 milhões de pessoas, o equivalente a 53,9% da população brasileira - há uma década, esse contingente representava 38% da população. A combinação de fatores como renda mais robusta, oferta abundante de crédito e um mercado de trabalho estabilizado criou um grande contingente de consumo, em um primeiro momento, e que agora, em meio a um estágio de construção de patrimônio, mostra uma maior disposição para poupar visando o longo prazo. O mesmo estudo da SAE mostra que a classe média ainda poupa menos dos que as classes A e B (51% das pessoas dizem poupar), mas mais do que as classes com menor poder aquisitivo. Diante de um mercado em franco crescimento - o mercado de previdência complementar aberta arrecadou um total de R$ 43,3 bilhões de janeiro a agosto deste ano, um volume de aportes 31,14% superior aos R$ 33 bilhões acumulados em igual período do ano passado - e na tentativa de capturar os efeitos da mobilidade social, as entidades de previdência complementar já inovam em suas estratégias para, com taxas competitivas e planos diferenciados, atrair para suas carteiras essa nova fatia da pirâmide. As classes C e D supriram suas necessidade básicas de consumo. Agora, planejam o futuro e se preparam para a velhice. A ascensão de uma parcela de consumidores para a classe média e o aumento de expectativa de vida estimulam o crescimento do mercado de previdência complementar aberta no Brasil. "Temos percebido maior preocupação desse segmento com o futuro. Além de tentar reter os clientes, o sistema enfrenta o desafio de conquistar novos poupadores, principalmente os mais jovens" destaca Osvaldo Nascimento, vice-presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi). A Bradesco Vida e Previdência constata uma tendência maior de preocupação da classe emergente com temas como longevidade e aposentadoria desde pelo menos 2008. Mas, segundo o presidente da entidade, Lúcio Flávio de Oliveira, o mercado de previdência complementar ainda caminha para capturar de forma mais efetiva esse cliente, que pretende começar a investir de olho no futuro. Segundo Oliveira, depois de atender necessidades básicas, como a casa própria, essas pessoas ainda consomem produtos que precedem um plano de previdência, como os seguros para automóvel ou de saúde. "Mas vai chegar o momento em que se preocuparão com a aposentadoria ou em dar uma condição melhor de educação aos filhos. Acredito que até 2014, dependendo do ritmo de crescimento da economia, conseguiremos capturar esses clientes de forma mais sustentada", afirma Oliveira. Segundo o executivo, a porta de entrada dos emergentes na previdência privada acontece principalmente com a compra de planos para menores de idade, com tickets iniciais que respondem por aportes mensais de R$ 30, com apelo para o acúmulo de recursos para a educação dos filhos. Também é bastante comum a presença de clientes que adquirem um plano de previdência visando apenas experimentar o produto. Uma característica é que esse contingente se mostra mais volátil do que clientes mais tradicionais, trocando de investimentos por produtos que os seduzam mais ou mesmo efetuando resgates com mais facilidade, face alguma dificuldade financeira. "Para muitos desses clientes um horizonte de longo prazo significa um ano. É tarefa da indústria criar uma cultura de investimento de longo prazo para produtos de investimento com os planos de previdência", destaca Oliveira. Na Brasilprev, braço de previdência privada do BANCO DO BRASIL, a presença da classe C começa a ganhar destaque na carteira de clientes. Um levantamento na base de dados da companhia até o mês de agosto mostra que a classe C é responsável por 23% dos planos de previdência da empresa. Em números reais, esse percentual se traduz em 409 mil planos contratados. O critério utilizado separa clientes com renda inferior a R$ 4 mil ou reservas abaixo de R$ 10 mil. A contribuição média de um integrante da classe C a um plano de previdência é de R$ 109, segundo a Brasilprev. O montante está 69% abaixo da média do mercado, cujo ticket médio é de R$ 355. O mesmo estudo mostra que 74% desses clientes optam pelo Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). Um dado curioso é que, desse total de planos, 54% investem nos chamados planos Brasilprev Júnior, voltados para clientes na faixa etária até os 21 anos. O mesmo levantamento mostra que a clientela pertencente à classe C, em sua maioria (81%) tem menos de 50 anos de idade. O grosso dos clientes (44%) está na faixa etária dos 31 aos 40 anos, seguidos pelos clientes entre 41 e 50 anos (31% dessa base).

Bancos terão que explicar serviço cobrado de clientes

Os seis maiores bancos do país terão que prestar contas ao governo sobre os serviços cobrados nos pacotes oferecidos aos clientes. Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, HSBC, Itaú e Santander foram notificados, ontem, pelo DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor), órgão vinculado ao Ministério da Justiça. Segundo Amaury Oliva, diretor do DPDC, os bancos terão prazo de dez dias para apresentar as respostas e a documentação solicitadas. Conforme revelou a Folha, a falta de transparência nos serviços incluídos nos pacotes já havia chamado a atenção do Banco Central. De acordo com o diretor, a preocupação é saber ser o cliente está sendo devidamente informado sobre o que está pagando e também quais os serviços que ele não precisa ser cobrado. Técnicos do governo têm indícios de falta de informações, o que dificulta a liberdade de escolha dos clientes, e temem que serviços que deviam ser grátis estejam sendo tarifados indiretamente. Segundo Oliva, numa análise prévia nos sites dos bancos, foram identificados vários problemas. "Um deles tem pacotes especial, completo e pleno. Isso não significa nada para o consumidor. Nos três casos, o consumidor acha que está comprando um serviço completo. Não há diferenciação." HSBC, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander disseram que vão prestar os esclarecimentos solicitados. O Banco do Brasil disse que "cumpre integralmente as normas do Banco Central relacionadas à oferta de produtos e serviços". A Caixa afirmou que "tem como política esclarecer aos clientes, com transparência, as condições de seus produtos e serviços".

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