Juros futuros têm alta com IPCA-15 e emprego forte

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Indicadores domésticos roubaram a cena no mercado de juros futuros da BM&F ontem, ofuscando os ajustes de prêmios de risco ao anúncio de redução dos estímulos monetários nos Estados Unidos. O IPCA-15 de dezembro, maior que o esperado, e a queda da taxa de desemprego em novembro colocaram em primeiro plano os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) ligados às expectativas para os próximo passos do Comitê de Política Monetária (Copom).

Indicadores domésticos roubaram a cena no mercado de juros futuros da BM&F ontem, ofuscando os ajustes de prêmios de risco ao anúncio de redução dos estímulos monetários nos Estados Unidos. O IPCA-15 de dezembro, maior que o esperado, e a queda da taxa de desemprego em novembro colocaram em primeiro plano os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) ligados às expectativas para os próximo passos do Comitê de Política Monetária (Copom).

Em um pregão com mais de 610 mil contratos negociados, o DI com vencimento em janeiro de 2015 - espelho das expectativas para o rumo da taxa Selic no próximo ano - subiu de 10,49% para 10,54%. Revela um abalo, ainda que modesto, na aposta amplamente majoritária de que o Copom vai diminuir o ritmo do aperto monetário e, quiçá, dar cabo do ciclo de alta da Selic em janeiro. "O IPCA-15 mais forte e o mercado de trabalho aquecido reforçam a expectativa de que o BC vai deixar a janela aberta para uma alta da Selic em março", afirma Eduardo Velho, economista-chefe da Invx Global Partners.

Segundo cálculos da gestora de recurso Quantitas, a curva a termo embute a expectativa de alta de 0,30 ponto da Selic em janeiro, seguida por uma elevação de 0,28 ponto em março. Na prática, reflete projeção de duas altas de 0,25 ponto, o que levaria Selic para 10,50%. As expectativas podem mudar com a divulgação hoje, às 8h30, do Relatório Trimestral de Inflação do BC, que, segundo analistas, deve trazer uma revisão para baixo das previsões para o IPCA.

Entre os contratos mais longos, o DI para janeiro de 2017 subiu de 11,98% para 12,15%, acompanhando o avanço moderado da taxa do título do Tesouro americano de 10 anos, provocado pela decisão do Federal Reserve (BC americano) anteontem.

Fonte: Valor Econômico

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