Comissão de negociação cobra responsabilidade do BB com a Cassi

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Em reunião realizada nesta segunda-feira (21), a Comissão de Negociação das Entidades de Representação dos Funcionários e Aposentados deram continuidade às negociações com o Banco do Brasil acerca da Cassi.

Os representantes dos funcionários cobraram do Banco respostas quanto à finalização dos projetos que compõem as ações estruturantes e também sobre o Banco fazer os investimentos necessários para concretização desses projetos de sustentabilidade, apresentados pelos representantes dos funcionários durante as negociações.

Na reunião anterior foi apresentada ao Banco proposta de antecipação de contribuições para que se tenha um reforço de caixa emergencial na Cassi, de forma a garantir o bom funcionamento da Caixa de Assistência e as negociações se concentrem nas soluções de longo prazo.

O Banco informou que não fará aporte de recursos na Cassi por ter impacto muito significativo nas demonstrações contábeis e que o financiamento dos projetos na forma apresentada pelo Banco anteriormente, com a proposta que previa a constituição de um fundo [provisional de R$ 6,3 bilhões], havia boa condição para fazer os investimentos. 

A Comissão de Negociação cobrou do Banco que fizesse a conclusão dos projetos conforme havia promessa da empresa, para se chegar a um acordo quanto à precificação e projeção de ganhos com os projetos, algo que o BB havia questionado em rodadas anteriores.

O Banco explicou que os projetos foram realmente apresentados no âmbito da Cassi e houve impasse sobre precificação, que é um passo importante na elaboração. Insistiu que a conclusão dos projetos somente poderia ser feita no âmbito de uma proposta estruturante, sem de fato explicar que proposta seria essa.

Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, ficou clara na negociação a estratégia do Banco em querer fugir da responsabilidade pela gestão da Cassi, quando retrocedeu quanto à validação dos projetos apresentados pelos representantes dos funcionários há mais de um ano na Cassi e na mesa de negociação desde maio.

“Se os projetos não fossem sérios e importantes para a Cassi, o Banco não teria incluído os mesmos na sua proposta junto com o fundo [provisional] para o pós-laboral. Não vale agora usar da ‘má vontade’ habitual para postergar soluções. Esperamos que em janeiro as negociações aconteçam de forma mais efetiva. O Banco não pode deixar que falte atendimento para nenhum funcionário da ativa e aposentado. É sua responsabilidade como patrocinador da Cassi”, destacou Wagner.

Embora destacando que está preocupado com a situação do “caixa” da Cassi, o Banco registrou que a questão está sendo debatida na governança da Caixa de Assistência. Portanto, no entender da Comissão de Negociação, houve retrocesso em relação à rodada anterior, quando se havia entendido que o Banco teria sinalizado com a possibilidade de investimento pela empresa para implantação das medidas estruturantes.

Os representantes das entidades cobraram do Banco sua responsabilidade com a Cassi já que há quase um ano os projetos foram apresentados e o Banco posterga a validação dos cálculos, de responsabilidade da área financeira, de indicação do BB.

O Banco informou que não fará antecipação de contribuições sem uma proposta estruturante e deixou claro que não pretende, em nenhuma hipótese, elevar contribuição referente aos aposentados.

A reunião foi marcada por momento de tensão, tendo as entidades, inclusive, solicitado um intervalo, uma vez que a diretoria do Banco estabeleceu o rito do retrocesso para conduzir a negociação, principalmente quanto a participação nos projetos de ações estruturantes.

O Banco afirmou que não havia consenso na Comissão de Negociação quanto a proposta de custeio, mas não apresentou qualquer proposta nova. Na proposta anteriormente apresentada pelo Banco, a Comissão de Negociação, por consenso, já afirmou ao BB que não concorda com rateio de déficit que quebre a solidariedade e que a proposta do fundo [provisional] não [há] acordo da forma como apresentada pelo BB.

Após o intervalo e cobrada manifestação a respeito da sua avaliação dos projetos denominados de medidas estruturantes, o BB concordou em se reunir, nos próximos dias, com os diretores eleitos para uma apresentação mais detalhada e ajuste de procedimentos para avaliação.

As entidades farão debates internos com os funcionários e aposentados sobre a continuidade das negociações e nova rodada está prevista para o dia 19 de janeiro.

Fonte: Contraf-CUT

 

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Comentários do presidente da AFABB-DF

 

O representante da FAABB na reunião e presidente da AFABB-DF, Arnaldo Fernandes de Menezes, destaca que o negociador do Banco, diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas do Banco do Brasil, Carlos Célio de Andrade Santos, foi enfático ao afirmar que é impraticável o Banco fazer adiantamentos ou quaisquer aportes financeiros na Cassi, na situação atual.

 

Os gestores da Caixa, segundo Carlos Célio, precisam apresentar projetos estruturantes faseados, já aprovados/validados pela Diretoria e Conselhos, os quais serão avaliados pelo BB quanto à sua aplicação. Enquanto essa providência não for adotada, recusará qualquer pedido de ajuda financeira.

 

Disse ainda que é imperioso que a solução do déficit mensal seja encontrada pela própria Cassi, situação que, segundo ele, há condições de se resolver sem aportes financeiros. “Tem-se que buscar formas de igualar receitas e despesas, ficando zero a zero”, afirmou.

 

O Banco recusa terminantemente assumir ou dividir o pagamento do déficit acumulado da Cassi, mesmo na proporcionalidade das contribuições. Também afirma que sob qualquer hipótese aumenta sua contribuição em relação aos aposentados e pensionistas (pós-laborais). Se entretanto vier a ser liberado de suas obrigações em relação aos aposentados e pensionistas (o passivo atuarial, segundo a Deliberação CVM 695/2012), tudo mudará e então poderá investir na Cassi.

 

Para Fernandes, ficou patente que, além das mudanças estruturantes necessárias na Cassi, o ponto crítico é a retirada dos pós-laborais das obrigações trabalhistas registradas nos balanços patrimoniais do Banco.

 

“A par do andamento das negociações não deveremos deixar de lado as discussões a respeito de possíveis caminhos jurídicos para preservar nossos direitos à assistência à saúde, garantidos contratualmente”, defende Fernandes.   

 

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