

As entidades representativas dos associados reuniram-se na ANABB na manhã da quarta-feira, 27/05, para analisar a situação econômica e financeira da Caixa de Assistência, antes do encontro com o Banco do Brasil, realizado no perÃodo da tarde.
Houve consenso de que a Cassi necessita de medidas imediatas para fortalecer o seu caixa e recompor as reservas garantidoras, que atingiram o patamar mÃnimo neste mês de maio.
As entidades definiram que só aceitariam uma proposta do BB que trouxesse mudanças reais no modelo de custeio. Se insuficiente diante das necessidades da Cassi, seria recusada. Porém, se apresentasse avanço concreto, ainda que parcial, seria solicitada interrupção temporária da reunião para análise preliminar da Comissão de Representantes das Entidades, o que de fato ocorreu.
O banco apresentou um modelo hÃbrido que preserva o percentual de contribuição dos associados sobre a folha de pagamento e cria uma nova fonte de financiamento que utiliza como referência a tabela de custos assistenciais existente na Cassi, prevendo participação da patrocinadora e contribuição adicional dos associados.
Mas a proposta não resolve o problema dos admitidos após 2018 nem dos funcionários dos bancos incorporados, além de deixar os auto-patrocinados em situação ainda mais frágil.
Diante da complexidade e necessidade de avaliação mais aprofundada do tema, a Comissão de Negociação e o Banco acordaram duas novas reuniões de negociação: uma virtual [aconteceu na última sexta-feira, 29 de maio, com resultado aquém do esperado] e outra, presencial, nesta quarta-feira, 3 de junho.
A Comissão também antecipou ao BB a necessidade de aporte extraordinário e imediato para cobrir os déficits do Plano, com o compromisso de discutir eventual participação financeira adicional dos associados, ressalvado, contudo, que qualquer decisão nesse sentido será submetida ao Corpo Social.
Segundo a Comissão de Negociação, a proposta do BB sinaliza um caminho que pode contribuir para a correção do deficit estrutural do Plano. No entanto, ainda impõe peso excessivo aos associados e não assegura o aumento esperado na participação do banco.
A Comissão afirma que seguirá negociando com responsabilidade e compromisso com a Cassi e seus associados, mantendo o Corpo Social permanentemente informado sobre os desdobramentos das discussões.
Com informações da Contraf
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