Home » Investimento: crie sua estratégia Parte I (* Manoel Souza )
Todos nós, quando pensamos no futuro, certamente refletimos sobre a importância de começar a investir. Mesmo que essa ideia possa parecer distante para muitas pessoas, isso não deve desanimar ninguém, pois existem opções para todos os objetivos, dos mais simples aos mais ambiciosos.
Em definição simples, investir significa aplicar o dinheiro da forma mais inteligente possível, visando a obtenção de rendimentos e, consequentemente, o alcance das nossas metas, quer seja de curto, médio ou longo prazo.
Na prática, investir consiste em usar nossas disponibilidades financeiras para comprar ações de empresas ou títulos públicos, adquirir cotas de fundos de investimento ou aproveitar outras opções disponíveis no mercado. O importante é que os recursos aplicados atenda às expectativas do investidor, como por exemplo: realização de sonhos, renda extra, liberdade financeira ou aposentadoria tranquila.
No âmbito do mercado financeiro os investimentos disponíveis estão divididos, basicamente, em dois tipos: renda fixa e renda variável.
A renda fixa funciona como um empréstimo. O investidor empresta seu dinheiro a uma empresa, instituição financeira ou ao governo, em troca de uma remuneração. A taxa de juros ou o índice de rentabilidade e o prazo da operação são definidos no momento da aplicação. Alguns exemplos dessa modalidade de investimento são: fundos de renda fixa, tesouro direto, CDB (certificado de depósito bancário), LCA (letras de crédito do agronegócio) e LCI (letras de crédito imobiliário).
“Eu não procuro pular por cima de barras
de dois metros; procuro barras de trinta
centímetros que eu possa passar por
cima”.
Já a renda variável é o oposto da renda fixa. A rentabilidade nessa modalidade não é previsível, pois os ativos oscilam dependendo das condições de mercado. No entanto, é possível obter ganho financeiro potencialmente maior do que as aplicações em renda fixa. Existem diversos produtos disponíveis em renda variável, cada um com características próprias de risco, valorização e liquidez. Eis alguns deles: ações de empresas, fundos imobiliários e cambiais, contratos futuros e de opções.
Como se vê, o mercado oferece muitas oportunidades de investimento com características próprias e possibilidades diferentes relacionadas às chances de risco e de ganhos. Assim, é fundamental que, antes de aplicar o dinheiro, cada um conheça bem seu perfil. O mercado costuma segmentar os investidores em três níveis: conservador, moderado e arrojado.
O conservador é o tipo de investidor que privilegia absolutamente a segurança. Tem baixa tolerância ao risco. Assim, procura aplicações com menos volatilidade e com mais previsibilidade. Em consequência, os investidores com esse perfil aceitam bem retornos com menor rentabilidade.
O investidor moderado é mais transigente em relação ao risco mas busca compatibilizar segurança e rentabilidade. Procura diversificar suas aplicações incluindo modalidades que ofereçam maiores possibilidades de ganhos, sem abrir mão da estabilidade.
Já os investidores com perfil arrojado normalmente têm bom conhecimento do mercado financeiro. Fazem aplicações em produtos com maiores possibilidades de elevada rentabilidade e, por isso, se mostram dispostos a correrem riscos.
Pelo que vimos até aqui, investir vai sempre requerer de cada um de nós uma boa dose de conhecimento. Mas isso não significa complicar as coisas. Focar em ações simples e sólidas pode gerar retornos consistentes, sem precisar de estratégias emaranhadas. Nesse sentido, é sempre bom lembrar uma frase do investidor americano Warren Buffett: “Eu não procuro pular por cima de barras de dois metros; procuro barras de trinta centímetros que eu possa passar por cima”.
No próximo texto daremos continuidade ao assunto.
Associação dos Funcionários, Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil no Distrito Federal
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