
“O Brasil precisa se preparar para uma população mais velha e para uma conta maior sobre quem vai pagar essa estrutura” [historiadora Mary Del Priore no Alt Tabet, programa de entrevistas e videocast do Canal UOL]
Matéria publicada pelo Canal UOL na quarta-feira, 15/4, relata que, segundo dados mais recentes do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022 o Brasil contabilizava 22.169.101 pessoas com 65 anos ou mais, o que representava 10,9% da população total. Esse número corresponde a um crescimento de 57,4% em relação a 2010, quando havia 14.081.477 idosos nessa faixa etária, equivalente a 7,4% da população.
Ainda de acordo com projeções do órgão, em um horizonte de 45 anos, os brasileiros com 60 anos ou mais deverão representar aproximadamente 37,8% da população do país, somando cerca de 75,3 milhões de pessoas idosas .
Essa longevidade é explicada pela historiadora Mary Del Priore como fruto de uma série de garantias que ampliaram a qualidade de vida dos idosos ao longo dos anos, como o acesso à saúde pelo SUS, políticas de assistência e maior oferta de medicamentos.
No entanto, descreve o texto, Del Priore alerta que esse cenário pode não se repetir para as próximas gerações. Na avaliação dela, os jovens de hoje tendem a enfrentar um futuro com menos garantias, especialmente no que diz respeito à aposentadoria e à manutenção de políticas públicas. “Os jovens brasileiros vão ter que sustentar velhos, eles não têm a menor ideia disso”, diz. “Ninguém avisa pra eles que daqui a 30 anos os velhos vão ser em número maior”, acrescenta.
O envelhecimento acelerado da população também levanta desafios estruturais. “Como é que nós vamos controlar o problema da velhice de uma população tão grande? Teremos hospitais para tal?”, questiona Del Priore. Segundo ela, o sistema de saúde pode enfrentar um colapso, se não houver planejamento.
Conforme aponta a publicação, ela também chama atenção para dilemas éticos e práticos ligados ao prolongamento da vida. “Nós não estamos vivendo um pouco demais e com menos qualidade de vida?”, provoca. Em cenários futuros, alerta, decisões difíceis podem surgir: “Um cidadão de 52 anos que chega infartado no hospital vai ter que esperar os médicos todos saírem lá de dentro da CTI, porque eles vão estar lá cuidando dessas pessoas que estão acabando os seus dias“.
Para a historiadora, tanto o Estado quanto a sociedade precisam agir desde já. “O Estado tem que pensar nisso e a sociedade brasileira”.
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